segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

José de Nazaré!


"Mundo cristão afora, onde estão Jesus e Maria, lá está José. Pelo lugar que ocupa na singular família de Nazaré, o silêncio e o mistério que o cercam, podem ser intrigantes. Poucas referências nos evangelhos e nenhuma palavra dele. A cidade onde criou sua família, a insignificante Nazaré, na Galileia, teria entre 200 e 500 habitantes e nem é mencionada fora do Novo Testamento. Aí, é até lembrada com certo desdém: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? (Jo 1,46)

Tempos difíceis aqueles, na Galileia, sob o governo de Herodes Antipas apoiado pelo poder romano (4 a.C. a 39 d.C.). Envolvido em dois grandes empreendimentos, a reconstrução de Séforis (a 6 km de Nazaré) e a fundação de Tiberíades, Herodes aumentava ainda mais a tributação sobre os camponeses e artesãos das aldeias. Nos evangelhos aparecem ecos do descontentamento e revoltas populares.

Este foi o cenário da vida de Maria, a Mãe de Jesus, e de José, seu pai adotivo. Neste ambiente, viveu e “cresceu em idade, sabedoria e graça” aquele que veio armar sua tenda no meio de nós. Enquanto Maria e José estavam casados, ainda sem coabitar, Maria, cheia de graça, se encontrou milagrosamente grávida. Surpreendido pela inusitada gravidez, José viveu o dilema de entregar sua amada esposa à justiça da Lei de Moisés, rigorosa nos casos de adultério. Discernindo melhor, José decidiu abandonar Maria secretamente*. A situação mereceu uma intervenção de anjos. E José assumiu a missão de ser esposo de Maria e, para todos os efeitos, pai adotivo de Jesus.

Coube a José a responsabilidade de cuidar da manutenção da família, uma família entre “os pobres de Javé”, aqueles que esperavam no Senhor. Junto com Maria, José criou e educou Jesus, formando-o para a vida tendo presente as tradições, costumes e práticas do judaísmo, a observância do sábado e das festas e iniciação na vida de trabalho.

Pé no chão, em silêncio, disponível e fiel a Deus, José viveu preocupações e alegrias nos misteriosos caminhos de Deus para ele, na missão de esposo de Maria e pai de Jesus. Deslocamento com Maria grávida, fuga clandestina, enfrentamento do mundo desconhecido no exí­lio, retorno... E o cotidiano de Nazaré, como carpinteiro, trabalhador diarista, artesão. Quem sabe, por necessidade ou exigência de mão-de-obra, com Jesus jovem, José foi trabalhador explorado, em Séforis e Tiberíades.

Agraciado, José pautou sua vida pela vontade de Deus. Eis que venho, ó Deus, para fazer a tua vontade! (Heb 10,7)

* Num encontro de Novena de Natal, na periferia de Goiânia, uma mulher pobre e analfabeta, deu sua versão do impasse de José: “Imagine, José abandonar Maria... ele estava só fazendo de conta. Ele amava Maria, nunca ia deixá-la”. "

Autora: Irmã Paula de S. José Gobbi, ISJ.

Fonte:
http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com

domingo, 19 de dezembro de 2010

Papa confia todos os pastores a São José

Ao rezar o Ângelus de hoje

CIDADE DO VATICANO, domingo, 19 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) -

"A São José, padroeiro da Igreja universal, confio todos os pastores", disse o Papa hoje, antes de rezar o Ângelus, junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Ao mesmo tempo, exortou todos esses guias a oferecerem, "humilde e quotidianamente, aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro, as palavras e os gestos de Cristo".
Bento XVI convidou a venerar o pai adotivo de Jesus, "porque nele se pode vislumbrar o homem novo, que olha para o futuro com confiança e coragem, não segue o seu próprio projeto, mas se entrega totalmente à infinita misericórdia d'Aquele que torna realidade as profecias e abre o tempo da salvação".
O Pontífice destacou que São José "anuncia as maravilhas do Senhor, testemunhando a virgindade de Maria, a ação livre de Deus e protegendo a vida terrena do Messias".
Indicou que São José é apresentado no Evangelho do 4º domingo do Advento como "um homem justo, fiel à lei de Deus, disponível para fazer a sua vontade" e "por isso entra no mistério da Encarnação".
Citando o "Comentário do Evangelho segundo São Lucas", de Santo Ambrósio, o Papa sublinhou a dignidade da qualidade do testemunho de São José.
Este santo, comentou o Pontífice, depois de receber em sonhos as indicações do anjo, abandonando "a ideia de repudiar em segredo Maria, toma-a consigo, porque agora os seus olhos veem nela a obra de Deus".
"Apesar de ter experimentado turbação - prossegue -, José ‘fez como o anjo do Senhor havia mandado', certo de estar cumprindo o que é justo. Colocando o nome de ‘Jesus' nesse Menino que rege todo o universo, ele se situa nas filas dos servos humildes e fiéis, como os anjos e os profetas, os mártires e os apóstolos."
Finalmente, o Papa desejou "que a nossa vida possa aderir cada vez mais à Pessoa de Jesus" e que, "no Natal que se aproxima, os nossos olhos se abram e vejam Jesus, e o coração se alegre neste admirável encontro de amor".

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"José, seu marido, era justo" (Mt 1,19)


Do Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo São Mateus (Mt 1, 16-25):

"16 Jacó foi o pai de José, o esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado o Messias.
17 Assim, as gerações desde Abraão até David são quatorze; de David até ao exílio na Babilónia, quatorze gerações; e do exílio na Babilónia até ao Messias, quatorze gerações.

18 A origem de Jesus, o Messias, foi assim: Maria, sua Mãe, estava prometida em casamento a José, e, antes de viverem juntos, Ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo.
19 José, seu marido, era justo. Não queria denunciar Maria e pensava em deixá-la, sem ninguém saber.
20 Enquanto José pensava nisso, o Anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho e disse:
"José, filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como esposa, porque Ela concebeu pela ação do Espírito Santo.
21 Ela dará à luz um Filho, ao qual darás o nome de Jesus, pois Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados".

22 Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta:
23 "Vede: a Virgem conceberá e dará à luz um Filho. Ele será chamado Emanuel, que quer dizer: Deus está conosco".

24 Quando acordou, José fez conforme o Anjo do Senhor havia mandado: levou Maria para casa,
25 e, sem ter relações com Ela, Maria deu à luz um Filho. E José deu-Lhe o nome de Jesus."
Palavra da Salvação!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Renovando nossa amizade com São José, pelos textos de Sta Teresa de Jesus...

queridos devotos de São josé...
















...'to mei por advogado e senhor o glorioso São José, encomendando-me muito a ele.
Vi com clareza que esse pai e senhor meu me salvou, fazendo mais do que eu podia pedir, tanto dessa necessidade como de outras maiores, referentes à honra e à perda da alma.
Não me lembro até hoje de ter-lhe suplicado algo que ele não tenha feito.
Espantam-me muito os grandes favores que Deus me conce deu através desse bem-aventurado Santo, e os perigos, tanto do corpo como da alma, de que me livrou.
Se a outros santos o Senhor parece ter concedido a graça de socorrer numa dada necessidade, a esse Santo glorioso, a minha experiência mos tra que Deus permite socorrer em todas, querendo dar a entender, que São José, por ter-Lhe sido submisso na terra, na qualidade de pai adotivo, tem no céu todos os seus pedidos atendidos.
O mesmo viram, por experiência própria, outras pessoas a quem aconselhei que se encomendassem a ele, também por experiência; e há hoje muitas que lhe são devotas de novo, experimentando essa verdade.
Eu procurava festejá-lo com toda a solenidade, movida mais pela vai dade do que pelo espírito, querendo que tudo fosse perfeito e primoroso, em bora com boa intenção.
Eu queria persuadir todos a serem devotos desse glorioso Santo, pela mi nha grande experiência de quantos bens ele alcança de Deus.
conheço nenhuma pessoa que realmente lhe seja devota e a ele se dedique particularmente, que não progrida na virtude; porque ele ajuda muito as almas que a ele se encomendam.
Há alguns anos, sempre lhe peço, em seu dia, alguma coisa, nunca deixando de ser atendida.
Se a petição vai algo torcida, ele a endireita para maior bem meu.
Só peço, pelo amor de Deus, que quem não me crê o experimente, vendo por ex pe riência o grande bem que é encomendar-se a esse glorioso patriarca e ter-lhe devoção.
As pes soas de oração, em especial, deveriam ser-lhe afeiçoadas; não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo em que tanta angústia passou com o Menino Jesus, sem se dar graças a São José pela ajuda que lhes prestou.
Quem não encontrar mestre que ensine a rezar tome por mestre esse glorioso Santo, e não errará no caminho.
Pois ele mostrou quem é ao fazer que eu me levantasse, andasse, e não mais ficasse paralítica. Também eu mostrei quem sou, usando tão mal esse favor.'
do livro da Vida,
Cap 6,
Santa Teresa de Jesus.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"São José é o Maior!

  


SÃO JOSÉ É O MAIOR


(Pe. Manuel de Alencar, 1886-1924)


"Um dia à porta do céu


Foi bater com muita fé


Um esfarrapado devoto


Do nosso Pai São José



Logo abre-lhe a porta São Pedro


E vai gritando ¬ Quem é?


¬ Sou eu São Pedro, um devoto


Do nosso Pai São José!...



Donde é que bem Voss’mecê,


Cheirando tanto a café? ..


¬ São Pedro sou brasileiro,....


E venho lá de Tefé! .



Se de lá vem, diz São Pedro,


Quem sabe não é pajé?!


¬ Saberá fazer feitiço


Com dente de Jacaré?!



¬ Deus me livre. Grande Santo


Que nada fiz contra a Fé!...


Santo não; mas fui devoto


Do nosso Pai São José. .



¬Passe pra cá meu livrinho,


A sua conta corrente...


Vamos ver se lá por baixo


Você viveu cristãmente...




Oh! Trabalhar nos domingos


Isso é pecado mortal, .


Pois é a lei que nos domingos


Descanse até animal. .



Ah! Foi no tempo São Pedro


Em que eu era seringueiro...


Foi no tempo em que a borracha


Ainda dava dinheiro.



¬ Aqui também está marcado


Que raramente ia à Missa...


Então por que?... Por desprezo,


Por descuido, ou por preguiça?...



¬ Confessou-se uma só vez:


¬ No dia do casamento!...


Só recebeu nesse dia


O Santíssimo Sacramento



¬ E por desgraça suprema,


Que me causa compaixão,


Não teve Padre na morte,


E morreu sem confissão...



¬ Meu amigo, eu lhe aconselho:


Não se apresente ao Eterno!...


No Céu não acha lugar:


¬ Foi condenado ao Inferno...



Esmagado pelo dor,


O triste mísero réu


Ao lado do seu saquinho


Sentou-se à porta do Céu.



Nisto, um anjinho bem loiro


Com linda estrela na testa,


Veio olhar pela janela,


Mostrando uns ares de festa.



Meu bem, ¬ (lhe diz o devoto),


¬ Vá dizer a São José


Que foi logo ao Pai Eterno


E perguntou: ¬ Como é?!...



¬ Chegou-me agora aos ouvidos,


Ó Divino Pai Eterno,


Que um pobre devoto meu


Foi condenado ao Inferno.



¬ Não me queixo da Justiça


Nem da vossa Divindade,


Mas agora em parte alguma


Terei mais autoridade!...



¬ Devo pois me retirar,


Ao mundo, se for preciso,


Mas sem prestígio nem força


Não fico no Paraíso!...



E deixando o Pai Eterno


Surpreso dessa atitude.


São José foi se afastando,


Meio triste, meio rude...



¬ Maria, Esposa querida,


Arrume a nossa bagagem,


E vá também se arrumar,


Que vamos fazer viagem...



Aqui, o Santo Menino,


Vendo tanta arrumação,


Foi perguntando ¬ Mãezinha,


Para onde é que vocês vão?...



Sempre humilde e obediente,


Calou-se a Virgem Maria,


E dando a Jesus um beijo


Respondeu que não sabia...



¬ Meu Filho ¬ (disse chorando


O nosso Pai São José)


Tornamos de novo ao mundo,


Voltamos a Nazaré...



¬ Pois então, ¬ disse o Menino,


¬ O Mandamento pratico:


Obedecendo a meus Pais,


No Paraíso não fico!...



Vendo os Apóstolos que o Mestre


Lá ia embora também


Disse João Evangelista:


¬ No Céu não fica ninguém!...



E os anjos logo disseram:


¬ Que querem, pois, que se faça?


¬ Sem Jesus e sem Maria


Já fica o Céu tão sem graça!...



Todos aí, se mexeram,


E cada qual, decidido


Foi arrumar a bagagem


No jubiloso alarido...



Houve um grande rebuliço


Entre os Anjos e entre os Santos


Profetas e Confessores


Anacoretas e quantos.



Na terra haviam seguido


Com sacrifícios e amor,


Os passos de Jesus Cristo,


A Lei Santa do Senhor...



São Pedro, à porta do Céu,


Espantado e obediente,


Olhava pro Pai Eterno,


E olhava praquela gente...



Sossegadinho, o devoto,


Diminuindo a agonia,


Sentado junto do saco,


Olhava tudo e sorria...



Fala, então, o Pai Eterno:


¬ Isto assim não pode ser:


¬ Sozinho no Paraíso


É que eu não posso viver!...



E disso logo a São Pedro:


¬ Venha esse homem para aqui:


¬ Vou reformar a sentença


Que contra ele escrevi!...



¬ É, de fato, escandaloso,


Nunca se ouviu “ab aeterno”


Que amigo de São José


Caísse um dia no Inferno...



¬ Perdôo, ¬ disse ao devoto,¬


Por minha grande clemência:


¬ Volte à terra mais um ano,


E faça lá penitência...



¬ Volte, depois, preparado


Pro rigoroso Juízo


E não venha cá meter


Desordem no Paraíso!...



São José sorriu contente,


Maria sorriu também,


E Jesus falou bem alto:


¬ Digamos todos: Amém!...



O Céu vibrou de alegria,


Anjos cantaram melhor...


E o devoto bateu palmas:


¬ SÃO JOSÉ É O AMOR!...



Isto vem mostrar à gente


O poder de São José:


¬ Quem queira mesmo salvar-se


Tenha nele muita fé!..."


sábado, 7 de agosto de 2010

"Maria e José educaram Jesus"


"Na vida transcorrida em Nazaré, Jesus honrou a Virgem Maria e o justo José, permanecendo submetido à sua autoridade por todo o tempo da sua infância e adolescência (cf. Lc 2, 51-52). Deste modo, lançou luz sobre o valor primordial da família na educação da pessoa. De Maria e José, Jesus foi introduzidona comunidade religiosa, frequentando a sinagoga de Nazaré.

Com eles, aprendeu a fazer a peregrinação a Jerusalém, como narra o trecho evangélico que a liturgia hodierna propõe à nossa meditação. Quando tinha doze anos, permaneceu no Templo, e os seus pais empregaram três dias para o encontrar. Com aquele gesto, fez-lhes compreender que Ele se tinha de "ocupar das coisas do seu Pai", ou seja, da missão que o Pai lhe confiara (cf. Lc 2, 41-52).

Este episódio evangélico revela a mais autêntica e profunda vocação da família: isto é, a de acompanhar cada um dos seus componentes pelo caminho da descoberta de Deus e do desígnio que Ele lhe predispôs. Maria e José educaram Jesus, em primeiro lugar, com o seu exemplo: nos seus pais, Ele conheceu toda a beleza da fé, do amor a Deus e à sua Lei, assim como as exigências da justiça, que encontra o seu pleno cumprimento no amor (cf. Rm 13, 10). Deles aprendeu que antes de tudo é necessário realizar a vontade de Deus, e que o laço espiritual vale mais que o vínculo do sangue.
A Sagrada Família de Nazaré é verdadeiramente o "protótipo" de cada família cristã que, unida no Sacramento do matrimônio e alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, é chamada a realizar a maravilhosa vocação e missão de ser célula viva não apenas da sociedade, mas da Igreja, sinal e instrumento de unidade para todo o género humano.

Invoquemos agora, juntamente com a proteção de Maria Santíssima e de São José para cada família, de modo especial para as que estão em dificuldade. Que eles as sustentem, a fim de que saibam resistir aos impulsos desagregadores de uma certa cultura contemporânea, que debilita as próprias bases da instituição familiar. Ajudem as famílias cristãs a serem, em todas as partes do mundo, imagem viva do amor de Deus."

Sua Santidade, Papa Bento XVI, Mensagem do Ângelus, Festa da Sagrada Família de Nazaré, Domingo 31 de Dezembro de 2006.

domingo, 18 de julho de 2010

A humilde confiança de São José




Senhor, dai-nos a humilde confiança de São José na vossa Palavra;

concedei-nos o carisma da oração e do amor à Igreja,

que Santa Teresa também aprendeu com o esposo da Virgem Maria!

terça-feira, 22 de junho de 2010

São José, guardião fiel dos mistérios da salvação



"Quando a bondade divina escolhe alguém para uma graça singular, dá-lhe todos os carismas necessários, o que aumenta muito a sua beleza espiritual. Isto verificou-se totalmente com São José, pai legal de Nosso Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Soberana dos anjos. O Pai eterno escolheu-o para ser o guardião fiel dos Seus principais tesouros, quer dizer, de Seu Filho e de Sua esposa, função que ele desempenhou muito fielmente. Foi por isso que o Senhor disse:

«Servo bom e fiel, entra no gozo do teu senhor» (Mt 25, 21).

Se comparares José com o resto da Igreja de Cristo, não é verdade que é um homem particularmente escolhido, pelo qual Cristo entrou no mundo de maneira regular e honrosa? Pois se toda a Santa Igreja é devedora para com a Virgem Maria porque foi a Ela que foi dado receber Cristo, após Ela, é a São José que deve um reconhecimento e um respeito sem paralelo.

Ele é, com efeito, o epílogo do Antigo Testamento: é nele que a dignidade dos patriarcas e dos profetas recebe o fruto prometido. Só ele possuiu realmente o que a bondade divina lhes tinha prometido. Certamente não podemos duvidar de que a intimidade e o respeito que, durante a Sua vida humana, Cristo deu a José, como um filho a seu pai, não lhe foram negados no céu, antes foram enriquecidos e completados. O Senhor também acrescentou:

«Entra no gozo do teu senhor».

Lembra-te de nós, bem-aventurado José, intercede, pelo auxílio da tua oração, junto de teu Filho adotivo; torna igualmente propícia a bem-aventurada Virgem, tua esposa, porque Ela é a mãe Daquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos sem fim."




São Bernardino de Siena (1380-1444), Homilia sobre São José (a partir da trad. da Liturgia das Horas).

quarta-feira, 19 de maio de 2010

"O exemplo de São José é para todos nós um forte convite" (Papa Bento XVI)



"Apraz-me recordar que era muito devoto de São José também o amado Papa João Paulo II, o qual lhe dedicou a Exortação apostólica Redemptoris Custos (Guarda do Redentor) e certamente experimentou a sua assistência na hora da morte.

A figura deste grande Santo, mesmo sendo bastante escondida, reveste na história da salvação uma importância fundamental. Antes de tudo, pertencendo ele à tribo de Judá, ligou Jesus à descendência davídica, de forma que, realizando as promessas sobre o Messias, o Filho da Virgem Maria se pôde tornar verdadeiramente "filho de David".

O Evangelho de Mateus, de modo particular, ressalta as profecias messiânicas que encontraram cumprimento mediante o papel de José: o nascimento de Jesus em Belém (2, 1-6); a sua passagem através do Egipto, onde a Sagrada Família se tinha refugiado (2, 13-15); a alcunha "Nazareno" (2, 22-23). Em tudo isto ele demonstrou-se, ao mesmo nível da esposa Maria, herdeiro autêntico da fé de Abraão: fé no Deus que guia os acontecimentos da história segundo o seu misterioso desígnio salvífico.

A sua grandeza, ao mesmo nível da de Maria, sobressai ainda mais porque a sua missão se desempenhou na humildade e no escondimento da casa de Nazaré. De resto, o próprio Deus, na Pessoa do seu Filho encarnado, escolheu este caminho e este estilo a humildade e o escondimento na sua existência terrena.

O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa.

Aos sacerdotes, que exercem a paternidade em relação às comunidades eclesiais, São José obtenha que amem a Igreja com afeto e dedicação total, e ampare as pessoas consagradas na sua jubilosa e fiel observância dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Proteja os trabalhadores de todo o mundo, para que contribuam com as suas várias profissões para o progresso de toda a humanidade, e ajude cada cristão a realizar com confiança e com amor a vontade de Deus, cooperando assim para o cumprimento da obra da salvação." (Angelus do Papa Bento XVI em 19 de março de 2006).

sábado, 8 de maio de 2010

São José e o Mês Mariano

SÃO JOSÉ E O SANTO ROSÁRIO

O Carmelo ama São José!
A Santa Igreja iniciou o Mês Mariano
com a celebração de São José Operário,
no dia primeiro de maio.


Associando a devoção a São José à Nossa Senhora, partilhamos esta oração que Sua Santidade, Papa Leão XIII, compôs para ser rezada após o Santo Rosário.



"A vós São José,
recorremos na nossa tribulação, e depois de ter implorado o auxílio da vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança, solicitamos o vosso patrocínio.

Por esse laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes para com o Menino Jesus, ardentemente suplicamos que lanceis um olhar benigno à herança que Jesus Cristo conquistou com o seu Sangue, e nos assistais, nas nossas necessidades, com o vosso auxílio e poder.

Protegei, oh! guarda providente da Divina Família, a raça escolhida de Jesus Cristo;
Afastai para longe de nós, oh! Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício; assisti-nos do alto do céu, oh! nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas;

E, assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada, do Menino Jesus assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas dos seus inimigos e contra toda a adversidade.

Amparai a cada um de nós, com vosso constante patrocínio, a fim de que a vosso exemplo e sustentados com o vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, piedosamente morrer, e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém. "

segunda-feira, 3 de maio de 2010

São José e a Devoção à Sagrada Familia.




"Com o florescer da devoção dos fiéis para com São José, aumentará junto, por necessária consequência, o culto deles à Sagrada Familia de Nazaré, da qual ele foi o augusto Chefe, brotando espontaneamente estas duas devoções uma da outra.

De São José nós vamos diretamente a Maria e com Maria à fonte de todas santidade: Jesus Cristo, o qual consagrou as virtudes domésticas com a sua obediência para com São José e Maria. Nestes maravilhosos exemplos de virtude é que Nós desejamos que as familias cristãs se inspirem.

Deste modo, porque a familia é o centro e a base do consórcio humano, reforçando a sociedade doméstica com a santa pureza, com a fidelidade, a concórdia e um novo vigor - diremos que um novo sangue circulará pelas veias da sociedade humana, que será assim vivificada na virtude restauradora de Jesus Cristo; e, assim, seguirá um reflorescimento, não só dos costumes intimos, mas também das instituições públicas e civis."


Fonte: documento ("Motu Proprio") "Bonum Sane" do Papa Bento XV, de 25/07/1920



São José, rogai por nós!

sábado, 1 de maio de 2010

DIA 1º DE MAIO - SÃO JOSÉ OPERÁRIO


A Igreja, providencialmente, nesta data civil marcada, muitas vezes, por conflitos e revoltas sociais, cristianizou esta festa, isto na presença de mais de 200.000 pessoas na praça de São Pedro gritava alegremente: “Viva Cristo Trabalhador, vivam os trabalhadores, via o Papa!” O Papa, em 1955, deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José o operário de Nazaré.

O santíssimo São José, protetor da Igreja Universal, assumiu este compromisso de não deixar que nenhum trabalhador de fé – do campo, indústria, autônomo ou não, mulher ou homem – esqueça-se que ao seu lado estão Jesus e Maria. A Igreja, nesta festa do trabalho, pelo Papa Pio XII deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer obras produzidas pelo homem: “Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho a fim de que inspire na vida social as leis da eqüitativa repartição de direitos e deveres.”

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de suas obras, é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).

São José Operário, rogai por nós!

quarta-feira, 17 de março de 2010

PRÁTICAS PARA O MÊS DE SÃO JOSÉ


A Serva de Deus Madre Maria José de Jesus, carmelita descalça, possuía uma devoção especial a São José que era revigorada na quaresma com a prática de alguns exercícios espirituais e orações meditadas que estamos partilhando com você e sua família.



Dia 01 - Repetir muitas vezes – "Jesus, Maria, José!"
Dia 02 - Fazer muitas Comunhões espirituais.
Dia 03 - Fazer muitas pequenas mortificações .
Dia 04 - Fazer muitos atos de amor e oferecimento São José, recordar e honrar muitas vezes.
Dia 05 - A agonia de Jesus no horto, o tédio, pavor e tristeza de seu Coração, e a oração que aí fez.
Dia 06 - O suor de sangue de Jesus, adorando-O e oferecendo-O pelas diversas necessidades.
Dia 07 - A dor que sentiu quando recebeu o beijo de Judas, pedindo-lhe a perseverança final.
Dia 08 - A prisão de Jesus, os opróbrios que então sofreu e quanto sentiu a fuga dos Apóstolos.
Dia 09 - Os opróbrios que Jesus sofreu quando foi levado à casa de Anás.
Dia 10 - A bofetada que recebeu em casa de Anás, pedindo a mansidão e humildade.
Dia 11 - Os maus tratos que sofreu quando foi levado a Caifás.
Dia 12 - O que sofreu julgado por Caifás e acusado por falsas testemunhas.
Dia 13 - O que sofreu tido por blasfemo e declarado réu de morte.
Dia 14 - As bofetadas e pancadas que recebeu em casa de Caifás, oferecendo pelos pecadores.
Dia 15 - Os escarros que recebeu, oferecendo pelos agonizantes.Dia 16 - Os insultos, blasfêmias e o escárnio com que lhe vendaram os olhos dizendo: Adivinha quem te deu.
Dia 17 - O que sofreu quando lhe arrancaram os cabelos, oferecendo pela santa Igreja.
Dia 18 - O que sofreu no cárcere em casa de Caifás, oferecendo pelas almas do Purgatório.
Dia 19 - A apresentação aos Juízes na sexta-feira de madrugada, pedindo misericórdia.
Dia 20 - O caminho à casa de Pilatos, agradecendo a Jesus seus passos.
Dia 21 - A acusação e interrogatório perante Pilatos, desagravando a Jesus.
Dia 22 - O caminho à casa de Herodes, pedindo a Jesus que guie nossos passos.
Dia 23 - Jesus tido por louco, pedindo-Lhe seu amor.
Dia 24 - O caminho à casa, de Pilatos, pedindo-Lhe a perseverança dos justos.
Dia 25 - Jesus comparado a Barrabás e julgado pior que ele. Atos de amor.
Dia 26 - A flagelação, pedindo a Jesus perdão dos pecados próprios e dos do mundo.
Dia 27 - Adorar o sangue da flagelação e agradecer a Jesus as dores que então sofreu.
Dia 28 - A coroa de espinhos, pedindo a graça de pensar só em Deus.
Dia 29 - O manto de púrpura e a cana, adorando a Jesus e desagravando-O.
Dia 30 - Os opróbrios e bofetadas que sofreu coroado de espinhos, pedindo pelos Padres.
Dia 31- Quando foi mostrado ao povo por Pilatos, e ouviu os brados: "Crucifica-O, crucifica-O!", dando-Lhe graças pelo muito que sofreu por nós.
------------------------------
São José, rogai por nós!


terça-feira, 16 de março de 2010

Sobre São José- padroeiro do Concilio Vaticano II


Bem-aventurado Papa João XXIII era um grande devoto de São José. E a exemplo do papa Pio IX, que havia declarado São José como Protetor Universal da Igreja, João XXIII, na carta apostólica "Le Vocci Che Da Tutti", declarou São José como Padroeiro do Concílio Vaticano II, o qual estava começando.

Neste tríduo de São José, relembramos as palavras do Beato Papa João XXIII sobre o Concílio e sobre a importância de São José para toda vida católica renovada pastoralmente pela inspiração conciliar:

"Tudo é grande e digno de consideração na Igreja, tal como Jesus a constituiu. Na celebração de um Concílio, reúnem-se em torno dos padres as personalidades mais notáveis do mundo eclesiástico, dotadas de altas qualidades de doutrina teológica e jurídica, de capacidade de organização, de elevado espírito apostólico. Eis o Concílio: o papa no ápice e, em torno dele e com ele, os cardeais, os bispos de todos os ritos e de todos os países, os doutores e mestres mais competentes nos diversos graus de suas especializações.
Mas o Concílio é feito para todo o povo cristão que nele está interessado pela circulação mais perfeita da graça, de vitalidade cristã, que torna mais fácil e rápida a aquisição de bens verdadeiramente preciosos da vida presente e asseguram as riquezas dos séculos eternos.
Todos, por conseguinte, estão interessados pelo Concílio, eclesiásticos e leigos, grandes e pequenos de todas as partes do mundo, de todas as classes, de todas as raças, de todas as cores; e se um protetor celeste é indicado para conseguir do alto, em sua preparação e realização, aquele "poder divino" pelo qual ele parece destinado a marcar época na história da Igreja contemporânea, a nenhum dos protetores celestes poderia ser mais bem confiado do que a s. José, augusto chefe da famlia de Nazaré e protetor da santa Igreja. (...)
Oh! a invocação, oh! o culto de São José para a proteção do Concílio Ecumênico Vaticano II.(...)
Ó São José! Aqui, aqui mesmo é vosso lugar de "Protetor da Igreja universal". Quisemos apresentar-vos, através das palavras e dos documentos de nossos predecessores imediatos dos últimos séculos - de Pio IX a Pio XII - uma coroa de honra, como eco dos testemunhos de afetuosa veneração que se eleva igualmente de todas as nações católicas e de todas as regiões missionárias.

Sede sempre nosso protetor. Que vosso espírito interior de paz, de silêncio, de bom trabalho e de oração, a serviço da santa Igreja, nos vivifique sempre e nos alegre em união com vossa santa esposa, nossa dulcíssima Mãe Imaculada, num fortíssimo e suave amor a Jesus, Rei glorioso e imortal dos séculos e dos povos. Assim seja."


São José, rogai por nós!
 

São José


«Sabemos que não era uma pessoa rica; era um trabalhador como milhões de homens no mundo. Exercia o ofício fatigante e humilde que Deus escolheu também para Si quando tomou a nossa carne e viveu trinta anos como uma pessoa mais entre nós. A Sagrada Escritura diz que José era artesão.

Das narrações evangélicas depreende-se a grande personalidade humana de S. José: em nenhum momento nos aparece como um homem diminuído ou assustado perante a vida; pelo contrário, sabe enfrentar-se com os problemas, superar as situações difíceis, assumir com responsabilidade e iniciativa os trabalhos que lhe são encomendados.

Não estou de acordo com a forma clássica de representar S. José como um homem velho, apesar da boa intenção de se destacar a perpétua virgindade de Maria. Eu imagino-o jovem, forte, talvez com alguns anos mais do que a Virgem, mas na pujança da vida e das forças humanas.

Para viver a virtude da castidade não é preciso ser-se velho ou carecer de vigor. A castidade nasce do amor; a força e a alegria da juventude não constituem obstáculo para um amor limpo. Jovem era o coração e o corpo de S. José quando contraiu matrimónio com Maria, quando conheceu o mistério da sua Maternidade Divina, quando vivei junto d'Ela respeitando a integridade que Deus lhe queria oferecer ao mundo como mais um sinal da sua vinda às criaturas. Quem não for capaz de compreender um amor assim conhece muito mal o verdadeiro amor e desconhece por completo o sentido cristão da castidade.

José era artesão da Galileia, um homem como tantos outros. E que pode esperar da vida um habitante de uma aldeia perdida, como era Nazaré? Apenas trabalho, todos os dias, sempre com o mesmo esforço. E, no fim da jornada, uma casa pobre e pequena, para recuperar as forças e recomeçar o trabalho no dia seguinte.

Mas o nome de José significa em hebreu Deus acrescentará. Deus dá à vida santa dos que cumprem a sua vontade dimensões insuspeitadas, o que a torna importante, o que dá valor a todas as coisas, o que a torna divina. À vida humilde e santa de S. José, Deus acrescentou - se me é permitido falar assim - a vida da Virgem Maria e a de Jesus Nosso Senhor. Deus nunca se deixa vencer em generosidade. José podia fazer suas as palavras que pronunciou Santa Maria, sua Esposa: Quia fecit mihi magna qui potens est, fez em mim grandes coisas Aquele que é todo poderoso quia respexit humilitatem, porque pôs o seu olhar na minha pequenez.

José era efectivamente um homem corrente, em quem Deus confiou para realizar coisas grandes. Soube viver exactamente como o Senhor queria todos e cada um dos acontecimentos que compuseram a sua vida. Por isso, a Sagrada Escritura louva José, afirmando que era justo. E, na língua hebreia, justo quer dizer piedoso, servidor irrepreensível de Deus, cumpridor da vontade divina; outras vezes significa bom e caritativo para com o próximo. Numa palavra, o justo é o que ama a Deus e demonstra esse amor, cumprindo os seus mandamentos e orientando toda a sua vida para o serviço dos seus irmãos, os homens».



São Josemaria Escrivá, In. Cristo que passa, 40