«Se eu fora pessoa que tivesse autoridade para escrever, de boa vontade me alongaria a dizer muito por miúdo as mercês que este glorioso Santo me tem feito a mim e a outras pessoas. Só peço, por amor de Deus, que faça a prova quem não me acreditar e verá, por experiência, o grande bem que é o encomendar-se a este glorioso Patriarca e ter-lhe devoção.» Santa Teresa de Jesus, Vida 6, 7 Senhor, em tempos de crise olho para o Teu Pai S. José. Foi pai de Família, trabalhador, não abastado… e contudo, permaneceu sempre um homem de Fé. Foi a confiança na Tua Providência e a alegria do seu Lar na companhia de Jesus e Maria, que fizeram dele o homem mais feliz desta terra. Ajuda-me a valorizar os verdadeiros valores do amor, da generosidade, da doação, do perdão… e a confiar o resto nas Tuas mãos… S. José, tu que és tão grande intercessor das Famílias, dá-me a tua confiança e Fé e a certeza de que o Senhor está sempre comigo, como esteve sempre contigo! S. José Operário, rogai por nós! |
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terça-feira, 30 de abril de 2013
São. Jose Operário
domingo, 20 de março de 2011
O exemplo de São José
"O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa."
(Sua Santidade, Papa Bento XVI, Mensagem durante a oração do Ângelus, no dia 19 de abril de 2006, fonte: http://www.vatican.va/).
quinta-feira, 10 de março de 2011
O GLORIOSO SÃO JOSÉ (Prof Felipe Aquino)
São Mateus afirma em seu Evangelho que São José “era um homem justo” (Mt 1,19). Isto, na linguagem bíblica, significa um homem repleto de todas as virtudes, de santidade completa, perfeito.
Jesus quis ter um pai na terra: O anjo do Senhor, aparecendo-lhe em sonho, diz-lhe: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que ela concebeu é obra do Espírito Santo” (Mt. 1,20).
Coube a S. José dar o nome ao Filho de Deus humanado. O Anjo lhe disse: “Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta” (Mt 1, 21-22).
Em uma aparição a Santa Margarida de Cortona, disse Jesus: “Filha, se desejas fazer-me algo agradável, rogo-te não deixeis passar um dia sem render algum tributo de louvor e de bênção ao meu Pai adotivo São José, porque me é caríssimo”.
Santo Afonso de Ligório (†1787), doutor da Igreja, garantia que todo dom ou privilégio que Deus concedeu a outro Santo também o concedeu a São José.
São Francisco de Sales (†1655), doutor da Igreja, diz que "São José ultrapassou, na pureza, os Anjos da mais alta hierarquia".
São Jerônimo (†420), doutor da Igreja, diz que: “José mereceu o nome de “Justo”, porque possuía de modo perfeito todas as virtudes”.
São Bernardo (†1153), doutor da Igreja: “De sua vocação, considerai a multiplicidade, a excelência, a sublimidade dos dons sobrenaturais com que foi enriquecido por Deus”.
Se S.José foi escolhido para Esposo de Maria, a mais santa de todas as mulheres, é porque ele era o mais santo de todos os homens. Se houvesse alguém mais santo que José, certamente seria este escolhido por Jesus para Esposo de Sua Mãe Maria. Nós não pudemos escolher nosso pai e nossa mãe, mas Jesus pôde, então, escolheu os melhores que existiam.
São Francisco de Sales:
“Oh! que divina união entre Nossa Senhora e o glorioso São José; união que tornava José participante de todos os bens de sua cara Esposa e o fazia crescer maravilhosamente na perfeição, pela contínua comunicação com Ela, que possuía todas as virtudes em grau tão alto, que nenhuma criatura o pode atingir”.
Testemunho de Santa Teresa de Ávila (†1582), doutora da Igreja, devotíssima de São José. No “Livro da Vida”, sua autobiografia, ela escreveu:
“Tomei por advogado e senhor ao glorioso São José e muito me encomendei a ele. Claramente vi que dessa necessidade, como de outras maiores referentes à honra e à perda da alma, esse pai e senhor meu salvou-me com maior lucro do que eu lhe sabia pedir. Não me recordo de lhe haver, até agora, suplicado graça que tenha deixado de obter. Coisa admirável são os grandes favores que Deus me tem feito por intermédio desse bem-aventurado santo, e os perigos de que me tem livrado, tanto do corpo como da alma. A outros santos parece o Senhor ter dado graça para socorrer numa determinada necessidade.”
“Ao glorioso São José tenho experiência de que socorre em todas. O Senhor quer dar a entender com isso como lhe foi submisso na terra, onde São José, como pai adotivo, o podia mandar, assim no céu atende a todos os seus pedidos. Por experiência, o mesmo viram outras pessoas a quem eu aconselhava encomendar-se a ele. A todos quisera persuadir que fossem devotos desse glorioso santo, pela experiência que tenho de quantos bens alcança de Deus...De alguns anos para cá, no dia de sua festa, sempre lhe peço algum favor especial. Nunca deixei de ser atendida".
Cultos prestados pela Igreja:
Latria = adoração – a Santíssima Trindade
Dulia = veneração - aos Santos e Anjos
Hiper Dulia = super veneração – a Nossa Senhora Mãe de Deus
Proto – Dulia = primeira veneração – a São José.
No Evangelho consta que São José era carpinteiro: “Não é este o filho do carpinteiro?” (Mt 13, 55). Mas a expressão é mais genérica, pois diz “filius fabri”, quer dizer, filho de artesão.
Todo o povo judeu sabia que o Messias viria da tribo de Judá, e seria descendente do grande rei Davi. “Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor.” (Is 11, 1-2)
“Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, que é chamado Cristo. Portanto, as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações.” (Mt 1, 16-17).
A vocação de São José foi a de representante do Pai Eterno junto a seu Filho Unigênito na terra. Por isso os autores místicos o chamam de “Sombra do Pai Celeste”; um privilégio especial só a ele concedido. Isto nos faz lembrar a palavra que diz: “Eu sou o Senhor, esse é meu nome, a ninguém cederei minha glória, nem a ídolos minha honra.” (Is 42,8).
São Basílio Magno (330-369), doutor da Igreja, diz: "Ainda que José tratasse sua mulher com todo afeto e amor e com todo o cuidado próprio dos cônjuges, entretanto se abstiveram dos atos conjugais" (Tratado da Virgem Santíssima, BAC, Madri, 1952, p. 36).
O Papa Pio XI quando proclamou São José Patrono universal da Igreja, disse: “Entre São José e Deus não vemos e não devemos ver senão Maria, por sua divina Maternidade”. “São José, depois de Maria, é o maior de todos os Santos”.
Papa Leão XIII disse na Encíclica Quamquam pluries:
“Muitos Padres da Igreja, de acordo com a Sagrada Liturgia, acreditam que o antigo José, filho do Patriarca Jacó, tenha figurado a pessoa e o ministério do nosso São José, e simbolizado, com o seu esplendor, a grandeza e a glória do futuro Custódio da Sagrada Família.”
Eis o que diz a respeito São Bernardo, doutor a Igreja:
“Lembra-te do grande Patriarca vendido para o Egito, e sabe que ele não só lhe herdou o nome, mas imitou-lhe também a castidade, mereceu-lhe a inocência e a graça. E se aquele José, vendido por inveja dos irmãos e conduzido ao Egito, prefigurou a venda de Cristo, o nosso José, fugindo da inveja de Herodes, levou Cristo para o Egito”.
Papa João Paulo II: “Precisamente em vista da sua contribuição para o mistério da Encarnação do Verbo, José e Maria receberam a graça de viverem juntos o carisma da virgindade e o dom do matrimônio. A comunhão de amor virginal de Maria e José, embora constitua um caso muito especial, ligado à realização concreta do mistério da Encarnação, foi todavia um verdadeiro matrimônio” (cf Exort. Apost. Redemptoris custos, 7).
São José é o patrono da boa morte: Santa Teresa, narrando a morte de suas filhas, devotas do Santo, dizia: “Tenho observado que, no momento de exalar o último suspiro, gozavam inefável paz e tranqüilidade; sua morte assemelhava-se ao doce repouso da oração. Nada indicava que estivessem interiormente agitadas por tentações. Essas divinas luzes me libertaram o coração do temor da morte. Morrer parece-me agora o que há de mais fácil para uma alma fiel”.
Liturgia:
O Papa Pio IX, no dia 8 de dezembro de 1870, declarou o glorioso São José, Padroeiro da Igreja Católica. Este mesmo Papa, em 08/12/1854, já tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora.
Em 1956, o papa Pio XII (1939-1958) instituiu a festa de São José Operário, a ser celebrada em rito duplo de primeira classe no dia 1º de maio, Dia Universal do Trabalho.
O Papa Leão XIII, no dia 15/8/1899, assinava a Encíclica “Quanquam Pluries” sobre São José, nos tempos difíceis da virada do século.
“Assim como Deus constituíra o antigo José filho do antigo patriarca Jacó, para presidir em toda a terra do Egito, a fim de conservar o trigo para os povos; assim, chegada à plenitude dos tempos, estando para enviar a terra o seu Unigênito Filho para redenção do mundo, escolheu outro José, de quem o primeiro era figura; constituiu-o Senhor e Príncipe de sua casa e de sua possessão, e elegeu-o custódio de seus principais tesouros.”
Orações a São José
COROA DAS SETE DORES E GOZOS DE SÃO JOSÉ
1 - Dor de pensar em deixar Maria, gozo em receber a mensagem do Anjo. Pai Nosso e Ave Maria.
2 - Dor de ver Jesus nascer na gruta de Belém, gozo ao vê-Lo adorado pelos Anjos, pastores e reis magos. Pai Nosso e Ave Maria.
3 - Dor de derramar o sangue do Menino Jesus na circuncisão; gozo ao dar-lhe o nome de Jesus. Pai Nosso e Ave Maria.
4 - Dor ao ver a espada de Simeão apresentada a Maria; gozo ao ver Ana e Simeão louvando o Menino. Pai Nosso e Ave Maria.
5 - Dor do desterro para o Egito; gozo ao ver os ídolos caírem dos pedestais. Pai Nosso e Ave Maria.
6 - Dor de não poder voltar para Jerusalém, gozo ao voltar para Nazaré. Pai Nosso e Ave Maria.
7 - Dor da perda de Jesus em Jerusalém aos 12 anos; gozo ao encontra-lo entre os doutores. Pai Nosso e Ave Maria.
Oração
Ó glorioso Patriarca São José, animado de uma fé viva, chego ao vosso trono de glória, em que firmíssimamente Deus vos colocou pelos méritos de Jesus e de Maria, por vossos especiais méritos e virtudes. Eu vos peço que me alcanceis a graça de livrar-me dos sete pecados capitais, e que fique firme e constante nas virtudes a eles contrárias, e adornado dos sete dons do Espírito Santo, e que ame com fervor a Jesus e a Maria. E para mais obrigar vosso compassivo coração, lembro-vos as sete maiores dores.
Consagração a SÃO JOSÉ
Glorioso São José, digno de ser entre os santos com especialidade venerado, amado e invocado, pelo primor de vossas virtudes, eminência de vossa glória e poder de vossa intercessão, perante a Santíssima Trindade, perante Jesus, vosso filho adotivo, e perante Maria, vossa castíssima Esposa, minha Mãe terníssima, tomo-vos hoje por meu advogado junto de ambos, por meu protetor e pai, proponho firmemente nunca esquecer-me de Vós, honrar-vos todos os dias que Deus me conceder, e fazer quanto em mim estiver, para inspirar vossa devoção aos que estão a meu encargo. Dignai-vos vo-lo peço ó pai do meu coração, conceder-me vossa especial proteção e admitir-me entre vossos mais fervorosos servos. Em todas as minhas ações assisti-me, junto de Jesus e Maria favorecei-me, e na hora da morte não me falteis, por piedade. Amém.
Cântico a São José
Vinde alegres cantemos,
A Deus demos louvor.
E ao pai exaltemos,
Sempre com mais fervor.
São José a vós nosso amor,
Sede nosso bom protetor,
Aumentai o nosso fervor.
Autor: Prof. Felipe Aquino
Fonte: http://www.cleofas.com.br/
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
José de Nazaré!

"Mundo cristão afora, onde estão Jesus e Maria, lá está José. Pelo lugar que ocupa na singular família de Nazaré, o silêncio e o mistério que o cercam, podem ser intrigantes. Poucas referências nos evangelhos e nenhuma palavra dele. A cidade onde criou sua família, a insignificante Nazaré, na Galileia, teria entre 200 e 500 habitantes e nem é mencionada fora do Novo Testamento. Aí, é até lembrada com certo desdém: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? (Jo 1,46)
Tempos difíceis aqueles, na Galileia, sob o governo de Herodes Antipas apoiado pelo poder romano (4 a.C. a 39 d.C.). Envolvido em dois grandes empreendimentos, a reconstrução de Séforis (a 6 km de Nazaré) e a fundação de Tiberíades, Herodes aumentava ainda mais a tributação sobre os camponeses e artesãos das aldeias. Nos evangelhos aparecem ecos do descontentamento e revoltas populares.
Este foi o cenário da vida de Maria, a Mãe de Jesus, e de José, seu pai adotivo. Neste ambiente, viveu e “cresceu em idade, sabedoria e graça” aquele que veio armar sua tenda no meio de nós. Enquanto Maria e José estavam casados, ainda sem coabitar, Maria, cheia de graça, se encontrou milagrosamente grávida. Surpreendido pela inusitada gravidez, José viveu o dilema de entregar sua amada esposa à justiça da Lei de Moisés, rigorosa nos casos de adultério. Discernindo melhor, José decidiu abandonar Maria secretamente*. A situação mereceu uma intervenção de anjos. E José assumiu a missão de ser esposo de Maria e, para todos os efeitos, pai adotivo de Jesus.
Coube a José a responsabilidade de cuidar da manutenção da família, uma família entre “os pobres de Javé”, aqueles que esperavam no Senhor. Junto com Maria, José criou e educou Jesus, formando-o para a vida tendo presente as tradições, costumes e práticas do judaísmo, a observância do sábado e das festas e iniciação na vida de trabalho.
Pé no chão, em silêncio, disponível e fiel a Deus, José viveu preocupações e alegrias nos misteriosos caminhos de Deus para ele, na missão de esposo de Maria e pai de Jesus. Deslocamento com Maria grávida, fuga clandestina, enfrentamento do mundo desconhecido no exílio, retorno... E o cotidiano de Nazaré, como carpinteiro, trabalhador diarista, artesão. Quem sabe, por necessidade ou exigência de mão-de-obra, com Jesus jovem, José foi trabalhador explorado, em Séforis e Tiberíades.
Agraciado, José pautou sua vida pela vontade de Deus. Eis que venho, ó Deus, para fazer a tua vontade! (Heb 10,7)
* Num encontro de Novena de Natal, na periferia de Goiânia, uma mulher pobre e analfabeta, deu sua versão do impasse de José: “Imagine, José abandonar Maria... ele estava só fazendo de conta. Ele amava Maria, nunca ia deixá-la”. "
Autora: Irmã Paula de S. José Gobbi, ISJ.
Tempos difíceis aqueles, na Galileia, sob o governo de Herodes Antipas apoiado pelo poder romano (4 a.C. a 39 d.C.). Envolvido em dois grandes empreendimentos, a reconstrução de Séforis (a 6 km de Nazaré) e a fundação de Tiberíades, Herodes aumentava ainda mais a tributação sobre os camponeses e artesãos das aldeias. Nos evangelhos aparecem ecos do descontentamento e revoltas populares.
Este foi o cenário da vida de Maria, a Mãe de Jesus, e de José, seu pai adotivo. Neste ambiente, viveu e “cresceu em idade, sabedoria e graça” aquele que veio armar sua tenda no meio de nós. Enquanto Maria e José estavam casados, ainda sem coabitar, Maria, cheia de graça, se encontrou milagrosamente grávida. Surpreendido pela inusitada gravidez, José viveu o dilema de entregar sua amada esposa à justiça da Lei de Moisés, rigorosa nos casos de adultério. Discernindo melhor, José decidiu abandonar Maria secretamente*. A situação mereceu uma intervenção de anjos. E José assumiu a missão de ser esposo de Maria e, para todos os efeitos, pai adotivo de Jesus.
Coube a José a responsabilidade de cuidar da manutenção da família, uma família entre “os pobres de Javé”, aqueles que esperavam no Senhor. Junto com Maria, José criou e educou Jesus, formando-o para a vida tendo presente as tradições, costumes e práticas do judaísmo, a observância do sábado e das festas e iniciação na vida de trabalho.
Pé no chão, em silêncio, disponível e fiel a Deus, José viveu preocupações e alegrias nos misteriosos caminhos de Deus para ele, na missão de esposo de Maria e pai de Jesus. Deslocamento com Maria grávida, fuga clandestina, enfrentamento do mundo desconhecido no exílio, retorno... E o cotidiano de Nazaré, como carpinteiro, trabalhador diarista, artesão. Quem sabe, por necessidade ou exigência de mão-de-obra, com Jesus jovem, José foi trabalhador explorado, em Séforis e Tiberíades.
Agraciado, José pautou sua vida pela vontade de Deus. Eis que venho, ó Deus, para fazer a tua vontade! (Heb 10,7)
* Num encontro de Novena de Natal, na periferia de Goiânia, uma mulher pobre e analfabeta, deu sua versão do impasse de José: “Imagine, José abandonar Maria... ele estava só fazendo de conta. Ele amava Maria, nunca ia deixá-la”. "
Autora: Irmã Paula de S. José Gobbi, ISJ.
Fonte:
http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Renovando nossa amizade com São José, pelos textos de Sta Teresa de Jesus...
queridos devotos de São josé...
...'to mei por advogado e senhor o glorioso São José, encomendando-me muito a ele.
Vi com clareza que esse pai e senhor meu me salvou, fazendo mais do que eu podia pedir, tanto dessa necessidade como de outras maiores, referentes à honra e à perda da alma.
Não me lembro até hoje de ter-lhe suplicado algo que ele não tenha feito.
Espantam-me muito os grandes favores que Deus me conce deu através desse bem-aventurado Santo, e os perigos, tanto do corpo como da alma, de que me livrou.
Se a outros santos o Senhor parece ter concedido a graça de socorrer numa dada necessidade, a esse Santo glorioso, a minha experiência mos tra que Deus permite socorrer em todas, querendo dar a entender, que São José, por ter-Lhe sido submisso na terra, na qualidade de pai adotivo, tem no céu todos os seus pedidos atendidos.
O mesmo viram, por experiência própria, outras pessoas a quem aconselhei que se encomendassem a ele, também por experiência; e há hoje muitas que lhe são devotas de novo, experimentando essa verdade.
Eu procurava festejá-lo com toda a solenidade, movida mais pela vai dade do que pelo espírito, querendo que tudo fosse perfeito e primoroso, em bora com boa intenção.
Eu queria persuadir todos a serem devotos desse glorioso Santo, pela mi nha grande experiência de quantos bens ele alcança de Deus.
conheço nenhuma pessoa que realmente lhe seja devota e a ele se dedique particularmente, que não progrida na virtude; porque ele ajuda muito as almas que a ele se encomendam.
Há alguns anos, sempre lhe peço, em seu dia, alguma coisa, nunca deixando de ser atendida.
Se a petição vai algo torcida, ele a endireita para maior bem meu.
Só peço, pelo amor de Deus, que quem não me crê o experimente, vendo por ex pe riência o grande bem que é encomendar-se a esse glorioso patriarca e ter-lhe devoção.
As pes soas de oração, em especial, deveriam ser-lhe afeiçoadas; não sei como se pode pensar na Rainha dos Anjos, no tempo em que tanta angústia passou com o Menino Jesus, sem se dar graças a São José pela ajuda que lhes prestou.
Quem não encontrar mestre que ensine a rezar tome por mestre esse glorioso Santo, e não errará no caminho.
Pois ele mostrou quem é ao fazer que eu me levantasse, andasse, e não mais ficasse paralítica. Também eu mostrei quem sou, usando tão mal esse favor.'
do livro da Vida,
Cap 6,
Santa Teresa de Jesus.
sábado, 7 de agosto de 2010
"Maria e José educaram Jesus"

"Na vida transcorrida em Nazaré, Jesus honrou a Virgem Maria e o justo José, permanecendo submetido à sua autoridade por todo o tempo da sua infância e adolescência (cf. Lc 2, 51-52). Deste modo, lançou luz sobre o valor primordial da família na educação da pessoa. De Maria e José, Jesus foi introduzidona comunidade religiosa, frequentando a sinagoga de Nazaré.
Com eles, aprendeu a fazer a peregrinação a Jerusalém, como narra o trecho evangélico que a liturgia hodierna propõe à nossa meditação. Quando tinha doze anos, permaneceu no Templo, e os seus pais empregaram três dias para o encontrar. Com aquele gesto, fez-lhes compreender que Ele se tinha de "ocupar das coisas do seu Pai", ou seja, da missão que o Pai lhe confiara (cf. Lc 2, 41-52).
Este episódio evangélico revela a mais autêntica e profunda vocação da família: isto é, a de acompanhar cada um dos seus componentes pelo caminho da descoberta de Deus e do desígnio que Ele lhe predispôs. Maria e José educaram Jesus, em primeiro lugar, com o seu exemplo: nos seus pais, Ele conheceu toda a beleza da fé, do amor a Deus e à sua Lei, assim como as exigências da justiça, que encontra o seu pleno cumprimento no amor (cf. Rm 13, 10). Deles aprendeu que antes de tudo é necessário realizar a vontade de Deus, e que o laço espiritual vale mais que o vínculo do sangue.
Com eles, aprendeu a fazer a peregrinação a Jerusalém, como narra o trecho evangélico que a liturgia hodierna propõe à nossa meditação. Quando tinha doze anos, permaneceu no Templo, e os seus pais empregaram três dias para o encontrar. Com aquele gesto, fez-lhes compreender que Ele se tinha de "ocupar das coisas do seu Pai", ou seja, da missão que o Pai lhe confiara (cf. Lc 2, 41-52).
Este episódio evangélico revela a mais autêntica e profunda vocação da família: isto é, a de acompanhar cada um dos seus componentes pelo caminho da descoberta de Deus e do desígnio que Ele lhe predispôs. Maria e José educaram Jesus, em primeiro lugar, com o seu exemplo: nos seus pais, Ele conheceu toda a beleza da fé, do amor a Deus e à sua Lei, assim como as exigências da justiça, que encontra o seu pleno cumprimento no amor (cf. Rm 13, 10). Deles aprendeu que antes de tudo é necessário realizar a vontade de Deus, e que o laço espiritual vale mais que o vínculo do sangue.
A Sagrada Família de Nazaré é verdadeiramente o "protótipo" de cada família cristã que, unida no Sacramento do matrimônio e alimentada pela Palavra e pela Eucaristia, é chamada a realizar a maravilhosa vocação e missão de ser célula viva não apenas da sociedade, mas da Igreja, sinal e instrumento de unidade para todo o género humano.
Invoquemos agora, juntamente com a proteção de Maria Santíssima e de São José para cada família, de modo especial para as que estão em dificuldade. Que eles as sustentem, a fim de que saibam resistir aos impulsos desagregadores de uma certa cultura contemporânea, que debilita as próprias bases da instituição familiar. Ajudem as famílias cristãs a serem, em todas as partes do mundo, imagem viva do amor de Deus."
Sua Santidade, Papa Bento XVI, Mensagem do Ângelus, Festa da Sagrada Família de Nazaré, Domingo 31 de Dezembro de 2006.
Invoquemos agora, juntamente com a proteção de Maria Santíssima e de São José para cada família, de modo especial para as que estão em dificuldade. Que eles as sustentem, a fim de que saibam resistir aos impulsos desagregadores de uma certa cultura contemporânea, que debilita as próprias bases da instituição familiar. Ajudem as famílias cristãs a serem, em todas as partes do mundo, imagem viva do amor de Deus."
Sua Santidade, Papa Bento XVI, Mensagem do Ângelus, Festa da Sagrada Família de Nazaré, Domingo 31 de Dezembro de 2006.
domingo, 18 de julho de 2010
A humilde confiança de São José

Senhor, dai-nos a humilde confiança de São José na vossa Palavra;
concedei-nos o carisma da oração e do amor à Igreja,
que Santa Teresa também aprendeu com o esposo da Virgem Maria!
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S. Teresa e São José
terça-feira, 22 de junho de 2010
São José, guardião fiel dos mistérios da salvação

"Quando a bondade divina escolhe alguém para uma graça singular, dá-lhe todos os carismas necessários, o que aumenta muito a sua beleza espiritual. Isto verificou-se totalmente com São José, pai legal de Nosso Senhor Jesus Cristo e verdadeiro esposo da Rainha do mundo e Soberana dos anjos. O Pai eterno escolheu-o para ser o guardião fiel dos Seus principais tesouros, quer dizer, de Seu Filho e de Sua esposa, função que ele desempenhou muito fielmente. Foi por isso que o Senhor disse:
«Servo bom e fiel, entra no gozo do teu senhor» (Mt 25, 21).
Se comparares José com o resto da Igreja de Cristo, não é verdade que é um homem particularmente escolhido, pelo qual Cristo entrou no mundo de maneira regular e honrosa? Pois se toda a Santa Igreja é devedora para com a Virgem Maria porque foi a Ela que foi dado receber Cristo, após Ela, é a São José que deve um reconhecimento e um respeito sem paralelo.
Ele é, com efeito, o epílogo do Antigo Testamento: é nele que a dignidade dos patriarcas e dos profetas recebe o fruto prometido. Só ele possuiu realmente o que a bondade divina lhes tinha prometido. Certamente não podemos duvidar de que a intimidade e o respeito que, durante a Sua vida humana, Cristo deu a José, como um filho a seu pai, não lhe foram negados no céu, antes foram enriquecidos e completados. O Senhor também acrescentou:
Se comparares José com o resto da Igreja de Cristo, não é verdade que é um homem particularmente escolhido, pelo qual Cristo entrou no mundo de maneira regular e honrosa? Pois se toda a Santa Igreja é devedora para com a Virgem Maria porque foi a Ela que foi dado receber Cristo, após Ela, é a São José que deve um reconhecimento e um respeito sem paralelo.
Ele é, com efeito, o epílogo do Antigo Testamento: é nele que a dignidade dos patriarcas e dos profetas recebe o fruto prometido. Só ele possuiu realmente o que a bondade divina lhes tinha prometido. Certamente não podemos duvidar de que a intimidade e o respeito que, durante a Sua vida humana, Cristo deu a José, como um filho a seu pai, não lhe foram negados no céu, antes foram enriquecidos e completados. O Senhor também acrescentou:
«Entra no gozo do teu senhor».
Lembra-te de nós, bem-aventurado José, intercede, pelo auxílio da tua oração, junto de teu Filho adotivo; torna igualmente propícia a bem-aventurada Virgem, tua esposa, porque Ela é a mãe Daquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos sem fim."
Lembra-te de nós, bem-aventurado José, intercede, pelo auxílio da tua oração, junto de teu Filho adotivo; torna igualmente propícia a bem-aventurada Virgem, tua esposa, porque Ela é a mãe Daquele que, com o Pai e o Espírito Santo, vive e reina pelos séculos sem fim."
São Bernardino de Siena (1380-1444), Homilia sobre São José (a partir da trad. da Liturgia das Horas).
quarta-feira, 19 de maio de 2010
"O exemplo de São José é para todos nós um forte convite" (Papa Bento XVI)

"Apraz-me recordar que era muito devoto de São José também o amado Papa João Paulo II, o qual lhe dedicou a Exortação apostólica Redemptoris Custos (Guarda do Redentor) e certamente experimentou a sua assistência na hora da morte.
A figura deste grande Santo, mesmo sendo bastante escondida, reveste na história da salvação uma importância fundamental. Antes de tudo, pertencendo ele à tribo de Judá, ligou Jesus à descendência davídica, de forma que, realizando as promessas sobre o Messias, o Filho da Virgem Maria se pôde tornar verdadeiramente "filho de David".
O Evangelho de Mateus, de modo particular, ressalta as profecias messiânicas que encontraram cumprimento mediante o papel de José: o nascimento de Jesus em Belém (2, 1-6); a sua passagem através do Egipto, onde a Sagrada Família se tinha refugiado (2, 13-15); a alcunha "Nazareno" (2, 22-23). Em tudo isto ele demonstrou-se, ao mesmo nível da esposa Maria, herdeiro autêntico da fé de Abraão: fé no Deus que guia os acontecimentos da história segundo o seu misterioso desígnio salvífico.
A sua grandeza, ao mesmo nível da de Maria, sobressai ainda mais porque a sua missão se desempenhou na humildade e no escondimento da casa de Nazaré. De resto, o próprio Deus, na Pessoa do seu Filho encarnado, escolheu este caminho e este estilo a humildade e o escondimento na sua existência terrena.
O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa.
Aos sacerdotes, que exercem a paternidade em relação às comunidades eclesiais, São José obtenha que amem a Igreja com afeto e dedicação total, e ampare as pessoas consagradas na sua jubilosa e fiel observância dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Proteja os trabalhadores de todo o mundo, para que contribuam com as suas várias profissões para o progresso de toda a humanidade, e ajude cada cristão a realizar com confiança e com amor a vontade de Deus, cooperando assim para o cumprimento da obra da salvação." (Angelus do Papa Bento XVI em 19 de março de 2006).
quarta-feira, 17 de março de 2010
PRÁTICAS PARA O MÊS DE SÃO JOSÉ
A Serva de Deus Madre Maria José de Jesus, carmelita descalça, possuía uma devoção especial a São José que era revigorada na quaresma com a prática de alguns exercícios espirituais e orações meditadas que estamos partilhando com você e sua família.
Dia 01 - Repetir muitas vezes – "Jesus, Maria, José!"
Dia 02 - Fazer muitas Comunhões espirituais.
Dia 03 - Fazer muitas pequenas mortificações .
Dia 04 - Fazer muitos atos de amor e oferecimento São José, recordar e honrar muitas vezes.
Dia 05 - A agonia de Jesus no horto, o tédio, pavor e tristeza de seu Coração, e a oração que aí fez.
Dia 06 - O suor de sangue de Jesus, adorando-O e oferecendo-O pelas diversas necessidades.
Dia 07 - A dor que sentiu quando recebeu o beijo de Judas, pedindo-lhe a perseverança final.
Dia 08 - A prisão de Jesus, os opróbrios que então sofreu e quanto sentiu a fuga dos Apóstolos.
Dia 09 - Os opróbrios que Jesus sofreu quando foi levado à casa de Anás.
Dia 10 - A bofetada que recebeu em casa de Anás, pedindo a mansidão e humildade.
Dia 11 - Os maus tratos que sofreu quando foi levado a Caifás.
Dia 12 - O que sofreu julgado por Caifás e acusado por falsas testemunhas.
Dia 13 - O que sofreu tido por blasfemo e declarado réu de morte.
Dia 14 - As bofetadas e pancadas que recebeu em casa de Caifás, oferecendo pelos pecadores.
Dia 15 - Os escarros que recebeu, oferecendo pelos agonizantes.Dia 16 - Os insultos, blasfêmias e o escárnio com que lhe vendaram os olhos dizendo: Adivinha quem te deu.
Dia 17 - O que sofreu quando lhe arrancaram os cabelos, oferecendo pela santa Igreja.
Dia 18 - O que sofreu no cárcere em casa de Caifás, oferecendo pelas almas do Purgatório.
Dia 19 - A apresentação aos Juízes na sexta-feira de madrugada, pedindo misericórdia.
Dia 20 - O caminho à casa de Pilatos, agradecendo a Jesus seus passos.
Dia 21 - A acusação e interrogatório perante Pilatos, desagravando a Jesus.
Dia 22 - O caminho à casa de Herodes, pedindo a Jesus que guie nossos passos.
Dia 23 - Jesus tido por louco, pedindo-Lhe seu amor.
Dia 24 - O caminho à casa, de Pilatos, pedindo-Lhe a perseverança dos justos.
Dia 25 - Jesus comparado a Barrabás e julgado pior que ele. Atos de amor.
Dia 26 - A flagelação, pedindo a Jesus perdão dos pecados próprios e dos do mundo.
Dia 27 - Adorar o sangue da flagelação e agradecer a Jesus as dores que então sofreu.
Dia 28 - A coroa de espinhos, pedindo a graça de pensar só em Deus.
Dia 29 - O manto de púrpura e a cana, adorando a Jesus e desagravando-O.
Dia 30 - Os opróbrios e bofetadas que sofreu coroado de espinhos, pedindo pelos Padres.
Dia 31- Quando foi mostrado ao povo por Pilatos, e ouviu os brados: "Crucifica-O, crucifica-O!", dando-Lhe graças pelo muito que sofreu por nós.
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São José, rogai por nós!
São José, rogai por nós!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Natal com São José
"O clima de silêncio que acompanha tudo o que se refere à figura de José estende-se também ao trabalho de carpinteiro na casa de Nazaré. É um silêncio que desvenda de maneira especial o perfil interior desta figura" (Venerável João Paulo II).
"Os evangelhos falam exclusivamente daquilo que José «fez»; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas «ações», envolvidas pelo silêncio, um clima de profunda contemplação. José estava cotidianamente em contato com o mistério «escondido desde todos os séculos», que «estabeleceu a Sua morada» sob o teto da sua casa (Col 1, 26; Jo 1, 14).
Uma vez que o amor «paterno» de José não podia deixar de influir sobre o amor «filial» de Jesus e, reciprocamente, o amor «filial» de Jesus não podia deixar de influir sobre o amor «paterno» de José, como chegar a conhecer as profundezas desta singularíssima relação? As almas mais sensíveis aos impulsos do amor divino vêem com muita razão em José um exemplo luminoso de vida interior.
Mais ainda, a aparente tensão entre a vida ativa e a vida contemplativa tem em José uma superação ideal, possível para quem possui a perfeição da caridade. Atendo-nos à conhecida distinção entre o amor da verdade e as exigências do amor, podemos dizer que José experimentou, quer o amor da verdade, ou seja, o puro amor de contemplação da Verdade divina que irradiava da humanidade de Cristo, quer as exigências do amor, isto é, o amor igualmente puro do serviço, requerido pela protecção e pelo desenvolvimento dessa mesma humanidade (Venerável João Paulo II, Carta apostólica «Redemptoris Custos», §§ 25-27).
São José, rogai por nós!
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